3 de março de 2009

E agora José? (3 de março de 1985)

Depois do aniversário do Blog Experimentando Versos (1 ano!), agora é a vez do seu humilde aprendiz de poeta soprar algumas velinhas - para ser sincero: vinte e quatro velas. Dia 3 de março de 1985 este experimentador de versos e da vida nasceu lá em São Francisco, cidade de Niterói.

Como diz o Chico: "roda mundo, roda gigante / roda moinho, roda peão / o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração"

Pra lembrar o Cazuza e o Renato Russo: o tempo não pára e temos todo o tempo do mundo: somos tão jovens.

Pra me lembrar:

Ousar experimentar

Não

Não faço poesias

Experimento versos

Busco na rotina normalizante dos dias

As brechas em que escapo

E na incerteza de uma linha nova

Reivindico o meu espaço

Crio uma canção, invento uma história

Vivo os meus momentos tão indeterminados

Com o gosto bom da vitória

Por não precisar abrir mão dos sonhos

Que tenho sonhado

Não alimento as ilusões

Pois sempre ando ocupado

Envolvido com as minhas próprias paixões

Vivo, canto, ando, choro

Nas intensidades de um sentimento

Experimento nos versos

Ir além do que mecada momento

Sentir o que não vivi, o que não planejei

Ousar experimentar

E ver na poesia

Nos versos

Os encontros e as partidas

Em suas múltiplas linhas

A vida.

Em agradecimento a todos os amigos e as amigas (das escolas, do teatro, dos cursinhos, das bandas, da música: do samba, do rock, da bossa, das viagens diarias de ônibus, dos encontros casuais e inesperados, do blog, do msn, da uerj, da uff, da famath, da poesia, da prosa etc e tal ) que durante estes vinte poucos anos atravessaram o palco de minha vida e me ajudaram a encenar inúmeros espetáculos de alegria e, às vezes, de dor. Agora, bola pra frente.

12 comentários:

Clarinha disse...

Não é por acaso que usamos a mesma palavra para designar o agora e a dádiva. É isso que quero te dar: O presente.

Te abraço, com amor.

(marta selva) disse...

primeiro eu quero dizer q fico muito egoisticamene feliz de saber q o aniversario eh teu e eu eh q to ganhando presente com esse texto lindo! eh impressionante o q fazes com as letras.
eu adorei tudo isso
e quero Reivindicar o meu espaço, ter voz, ter asas e canto também.

;*

Rô Castro disse...

Estava bisbilhotando na net e deparei-me com seu blog,cara vc.brinca com as palavras,isso é arte.Acabei sendo uma seguidora do seu talento.Meus parabéns!, pela sensibilidade,aliás uma das características de todo pisciano.Feliz aniversário!

abraço

J disse...

Parabéns!

Podemos conquistar tudo, então só te desejo sorte, o resto vem com a qualidade dos poemas.

[ rod ] disse...

Chegando aqui para te desejar feliz aniversário... vou continuar ti lendo.

Abçs,








Novo Dogma:
maRcas...


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Zingador disse...

Meu querido, pisciano que nem eu... riso.
Grande abraço perfumado um tanto atrasado, mas o que vale é a intensão. Muita poesia pra ti.

Pripa Pontes disse...

José!

Primeiro peço humildemente desculpas pela ausência. Minha mente deu curto e acabei deixando o blog - meu post de retorno explica melhor - mas agradeço os comentários.
O último no meu post sobre a felicidade realmente me tocou, ás vezes a gente escreve mas não sabe se realmente irá conseguir transmitir aos outros o que sentimos ao compor aquele texto, e você foi bem na essência, e mais, muito mais...
Sempre é bom ver que podemos no meio dessa agitação ridícula que a vida nos põe ter tempo de comentar e discutir algo tão simples mais ainda tão incompreendido pelo ser humano, como a felicidade.
E é por isso que eu voltei à atividade do blog, porque percebi que deixei que a vida me carregasse, que as tarefas e obrigações assumissem meu lugar e me senti parcialmente anulada, incompleta.

Um Feliz Aniversário para vc - atrasado, mas o que vale é a intenção, não é verdade? - e muitas e muitas experiências ainda na sua vida que lhe rendam mais e mais reflexões e mais versos para nos encantar!

E obrigada pelo "Prêmio Dardos" fico lisonjeada, e parabéns pela sua premiação você merece! Por toda essa mistura de emnoção e valores em seu blog!

Agora vou-me, mesmo ^^.

Bjos!

disse...

parabens pelo niver e pelo texto
abraços

Pripa Pontes disse...

Obrigada, José. Como eu já escrevi aqui, é bom saber que há pessoas que se identificam com nossos escritos e entendem nossas pelvras, bom saber que não se está sozinho.
O mundo realmente nos pega de surpresa a cada momento e nos perguntamos onde vamos parar, se não estamos idealizando demais, sonhando demais...mas a verdade é que não.
Devemoms sempre tentar trazer um pedacinho de paz e tranquilidade, onde as pessoas liberem seus sentimentos e pensamentos, parem e reflitam, é a meu ver essa a função do blog. Que você tem realizado maravilhosamente bem, à propósito.
Não se preocupe que não me esconderei mais no sótão, ou me perderei por entre as plantas do quintal, apareci querendo o ar e a luz de volta, e não me contentarei menos com isso.

Bjos!

Henrique (geminilibre) disse...

Bem, Eu não experimento versos.
Eu os vomito. :P

visite meu blog quando puder...
:D

Rayana disse...

PARABÉNS!!!
infinitamente atrasado...
coincidência?!? dia 3 também foi aniversário da minha mãe... a gente tem mais coisa em comum do que gostar de escrever...
bj e muitas feliciades!!!

Luana Camará disse...

Por entre palavras soltas, encontro-me e deixo-me perder novamente, seja pelo gesto ou simplesmente pela doçura da leveza do aparo que desliza suavemente pelas linhas impressas na folha de papel outrora imaculado e agora marcado pelo cunho da minha caligrafia.Flutuo e sou simplesmente eu.

Toco-te e sinto-te a percorreres o meu corpo falando uma linguagem só nossa.
Mergulho em ti e paro o tempo.

Encontro o meu porto de abrigo, o meu refúgio, o meu lar.
Sou feliz.Só. Assim me sinto no nada em que me encontro.
Respiro. O oxigénio alimenta e liberta a minha raiva, a minha dor.

Só. Um vazio enorme que me engole, consome, devora.
Escrevo. Solto todas as amarras que me prendem e estrangulam.

Só. Não o estou mas sinto-me, perdida no eu infinito que despertou e, inclemente, reclamou como sua a realidade em que me insiro.
Choro. Lavo a mágoa que me marca e fecho a ferida aberta no recanto escondido do meu coração.

Só. Vivo.