9 de janeiro de 2008

Vai

Cai
Se levanta
Tornar a cair
Quase desiste.

Em pé
Balança
Escorrega
Enfim, ergue - se.

Corre
A respiração palpita
taquicardia
Pára !

Volta
Procura
Olha
Não acha.

Senta
Deita
Desaba
Não levanta mais.

9 comentários:

Maria Souza disse...

Cara, amei... Muito 10. vc é show!!!

Carla disse...

Oi Zé..amei reencontrá-lo hoje na facult e espero que nossa amizade não se perca ja que agora e um FORMADO hahahahhaha Parabéns pelo Blog..bjocasss

Flavio Mendes disse...

Peço desculpas duas pelo tempo que demorei para responder ao seu comentário (estava sem internet) e pelo comentário este que ficará grande pois acho que será válido.

Eu tinha certeza que você havia feito dois blogs, um sobre poesia e um sobre esquizo, mas vi que é apenas um de poesia, então escreverei aqui. Gostei muito da poesia anterior, sobre a não repetição, mas quero escrever nessa daqui, que volta a repetir a não existência de repetições.

Eu tive algum tempo para pensar nas linhas de fuga. Confesso pouco conhecer, mas ter admiração pelos esquizoanalistas e os tais pós-modernistas, apesar de ser um sentimento duplo de amor e ódio.

Digamos que existam sempre opressores e oprimidos. Duplos pois um produz o outro e sem o outro o um não teria sua razão de ser. As linhas de força que os opressores impoem as oprimidos são recebidas por outras linhas que saem dos oprimidos em direção aos opressores. Linhas indo e linhas voltando fazem um sistema fechado como se fosse um círculo.

O que seria uma linha de fuga? Seria uma nova linha de força não correla às linhas anteriores, apesar de sair das mãos dos oprimidos e desviando da primeira relação com os opressores. Se o sistema anterior, fechado, fosse um círculo, as linhas de fuga seriam linhas que sairiam pela tangente, raspando e saindo direto das primeiras, abrindo o sistema, porém não mais influenciando-o.

Linhas que saem e não influenciam, que não questionam, mas buscam uma nova existência, um novo caminho. Não importam para elas se o que acontece, pois busca-se novas coisas. O ruim não muda, continua existindo. Continua acontecendo.

Não sei se isso é verdade. Não sei se é tudo obra de minha imaginação. Mas isso me incomoda diariamente.

E! Ah! Sobre a repetição. Se as linhas de fato forma um círculo, é clara a repetição. As linhas de fuga mudariam essa realidade, mas criariam outras realidades que também seriam capturadas e voltariam a repetir. Se não fosse a tal da repetição, primeiro, nem existiríamos enquanto espécie.

Eu defendo muito a repetição, apesar de também não suportá-la. Mas a cada dia que passa, e diante de tudo que escrevo na internet, nos cadernos, no corpo, vejo que é melhor repetir o que estou que ser o que não estou, pois questionar a mim mesmo seria assumir uma postura parecida com os demais, que a cada dia parece mais, perdoe pela palavra, "escrota".

Fico por aqui.

Um abraço forte!

Nos falamos por aí... valeu pelo comentário e parabéns pelas construções no blog.

Ah! Você é de onde mesmo? Fez psicologia? (recem formado, certo!?)

José Rodrigues (JR.) disse...

flavio você está certo sim. eu fiz dois blogs: este de poesias (experimentando versos) e outro (linhas de fuga) sobre questões que atravessam nosso contemporâneo a partir de um referencial de autores como foucault, guattari, deleuze, lourau etc etc
todavia, o experimentando versos está exigindo muito tempo de mim e não deu, pelo menos por enquanto, para manter o linhas de fuga. mas isto não é o fim o "blog esquizo" voltará...

Me disse...

ola caro amigo! mais uma vez me surpreendi com a sua escrita! este que voce escreveu parece-me que se encaixa na minha vida actual. com a pequena diferença que eu ainda nao desisti. levanto-me todos os dias e vou á luta. mas vai haver um dia que me vou cansar de procurar e de lutar e aí nunca mais me vou levantar.
enfim...a vida nem sempre é um mar de rosas, por vezes tras alguma torbulência consigo. e eu ja ando a ficar cansada.

bjs e continua a escrever assim coisas bonitas, que fazem pensar!

José Rodrigues (JR.) disse...

você me realiza em partes quando diz que escrevos coisas bonitas que fazem pensar... a intenção é esta. e você deve ser muito nova para já se sentir cansada! tenho uma poesia, que não vou lembrar agora, que fala dessa relação entre vida, dificuldades e luta, só que nesta outra poesia o personagem não cai, ele balança nas cordas mas não cai; recua para poder recuperar suas forças e se preparar melhor para as próximas batalhas.
um dia acho que publico esta poesia aqui e você vai poder conferi-la.

José Rodrigues (JR.) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Me disse...

Sim é verdade eu quando leio o que escreves fico a pensar naquilo que li e ate comento com as minhas amigas e amigos. Nova ate posso ser, mas ja lutei tanto e as minhas cordas ja balançaram tanto...que realmente ja me vou sentindo cansada.
Mas eu nunca, mas nunca, desisti de nada na minha vida. nao vai ser agora!
Eu vou ate onde o vento me guiar...
Fico a aguardar esse teu poema, que decerteza vai ser maravilhoso como todos os outros.

Beijos grandes
ME

Aline Gallina disse...

nossa... adorei seu blog! só n compareci antes pq estava viajando!
esta em especial gostei muito pois admiro o poder das palavras dependendo da sua construção e posicionamento.
(para bom entendedor, meia palavra basta)
Volte mais vezes no "pontos-e-virgula" e no "cinco espinhos".
Beijos